ISSO É O ELEMENTAR, MEU CARO WATSON!

O azul talvez seja a cor mais poética. Ao menos, a cor mais citada na poesia, na música de um modo geral. Mario Quintana um dia falou sobre um céu de um azul tão límpido que ele se sentiu perdoado para sempre e Tim Maia ansiava por um sonho todo azul, azul da cor da mar — enquanto Clarice Lispector determinava: o inalcançável é sempre azul.

Parece que ninguém chegou ainda a uma conclusão, mas fato é que o azul é a cor que nos cerca, que representa desde a paz até a mais profunda das inquietações — não tinha nem como não estar tão absolutamente presente na arte.

“ELEMENTAR, MEU CARO WATSON", Como a palavra sugere, a cianotipia é um processo fotográfico alternativo de impressão, cópia e reprodução de imagens em tons de azul — ciano (“azul”, do grego kýanos) + tipia (“impressão”, do grego tipus). Esse método, que utiliza dois sais de ferro, citrato férrico amoniacal e o ferricianeto de potássio, requer uma matriz reprodutível (o negativo digital, por exemplo), um suporte fotossensível e radiação ultra-violeta.

O suporte, que pode ser desde papel, madeira, vidro, dentre outros, vai sempre se tornar fotossensível a partir de uma ação artesanal da nossa parte. será sobre ele onde a imagem será formada.

A matriz reprodutível contém a imagem que será impressa em nosso cianótipo, a partir da inversão negativo x positivo, em contato direto com o nosso suporte fotossensível.

O azul intenso do cianótipo é um pigmento inorgânico conhecido como azul da prússia, obtido quando o citrato férrico amonical e o ferricianeto de potássio são combinados e expostos à radiação utravioleta.

A cianotipia talvez seja o método fotográfico histórico mais poético. Ao menos, o processo fotográfico alternativo mais praticado no mundo. Mario Quintana um dia falou sobre um cianótipo de um azul tão profundo que ele se sentiu perdoado para sempre e Tim Maia ansiava por um cianótipo todo azul, azul da cor da prússia — enquanto Clarice Lispector determinava: o inalcançável é sempre CIANO.

Em breve falaremos sobre como o seu inventor, o astrônomo inglês John Herschel, chegou a esse método.

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